terça-feira, 20 de junho de 2017

!365..


                                                                                      11-06-17



Cibele completou um ano e esse bolinho coisa mais linda, vegano, de chocolate com morango foi feito pela Narcisa, mãe de uma amiga querida, que faz salgados e doces deliciosos, e enfeitado pela Morgana da Dobrando Arte, especialista em dobraduras. É o que Cibe soprou, mas não foi o que ela comeu. Na verdade esse foi o bolo que eu desejei,   o que eu ofereci, e o dela, foi um de banana com aveia, sugestão deliciosa da Thaisa Navolar, sua nutri, e que ela curtiu muito, assim como eu, os dois =).
Misturando um pouco, seu parabéns que é dia 7 foi cantado uns dias depois, dia 11, véspera dos meus 3.8. No mesmo cantar, que era dela, senti um pouco pra mim, e também para nós, .. um ano de pais!

Hoje em dia ela põe a mãozinha na orelha pra fazer de conta que está no celular; dá passinhos arrastando cadeiras; gruda nas nossas pernas pra ter certeza que não vamos fazer nada sem ela; já entendemos o profundo significado de alerta “daqueeele silêncio” quando Cibe está circulando pela casa;  cisca pelo chão achando tudo que não perdeu, outro dia estava com um pedaço de lagartixa na mão, mostrou pra mim antes, ainda bem, normalmente o que ela pega vai direto pra boca =x; faz um escândalo pra trocar fralda e colocar roupa, sai pulando feito um sapinho pela cama afora bem serelepe; adora ficar peladinha; pé no chão; adora banho; quintal; ir pro sling é sinônimo de passear; não pode ver a bice do papi luli com sua cadeirinha que fica toda assanhada;  distribui simpatia, sorrisos bem facinha..

Fala mais papá, que mamá, raramente repete, no lugar de repetir dá um sorriso sapeca. Gosta de ouvir histórias, toda noite pede o “livro das cores” que primeiro eu conto, depois é a vez dela que vai apontando, dando gritinhos e falando bebezês. Mama no peito,  é uma vegetarianinha que come super bem e não se nega a nenhum sabor!

Um ano e nove meses na barriga se passaram e ainda não tem poeira baixa.. ela está pelos ares com muitas outras partes de nossa vida. De vez em quando a gente se vê como no Tetris, as peças vão caindo e a gente vai ajeitando como dá, algumas se acomodam e ficam, outras a gente constrói algo novo, ou saem de jogo naturalmente.        

Meus 3.8? R. coadjuvante, 3.7? R também...  =) o que caberia uma outra reflexão, outro texto, no meio dos acontecimentos, o que, onde, como de mim existe, e de nós, do que éramos, pro que estamos nos tornando...  tudo no ar junto com a poeira e as peças em adaptação.. kk          
                                    
A vidinha segue com amor, querendo  assimilar, querendo agir naturalmente pensando “é a vida”, “é a natureza em seu curso”, mas aí você prende os olhos no seu neném, e é difícil não pensar o quanto de maravilhoso, incrível, e único existe em um ser só.

Administrando a babação, caminhando para espontaneidade, três pessoas de mãos dadas, numa historinha já sendo contada..




                                                                                                                  07-06-12










segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Lua de leite


15-10
Minha Cibe tem hoje, quando inicio essa postagem quatro meses e oito dias. Ela estava em uma soneca gostosa e acabou de acordar... então fico muito curiosa pra saber a data de término dessa postagem, nesse meu novo ritmo, rotina de vida.

Tanto conteúdo, tanta coisa que gostaria de escrever aqui só pelo mero capricho de não esquecer.

Olho para trás, para minha festiva e tranquila gestação, e pro do dia sete de junho quando nasceu minha menina, momento em que entrei no hospital achando que ia ser uma rotina e sair de lá correndo pra esperar em casa, a hora de nascer,.. esse período até hoje, parece que se passaram anos! São tantas intensidades, e continua sendo que mesmo agora, entre uma palavra e outra, ainda me questiono porque estou fazendo isso agora.

17-10
Depois de uma gestação muito feliz e promissora, me vejo indo pra uma cesária de emergência.
Em poucos minutos, heis minha Cibele! Serzinho que eu demorei pra conhecer, nem um oizinho, porque ela também demorou looongos quatro minutos pra começar a respirar... e respirar sozinha...

Depois de fechado os pontos e levada para uma sala vazia, fiquei lá, sem Danilo (que foi chamado pra acompanhar os testes da pequena, quando ela começou a responder) e sem Cibele.

Uma mente ativa num corpo mole, dormente e que treme descontroladamente.
Dizem que é normal.
Tinha a demora, um silencio e uma certeza dentro de mim, estava tudo bem. Ela chegou ao mundo pela cirurgia, e chegou perfeitamente bem, apesar da turbulência...

Mas essa sala, quando me lembro dessa sala do hiato, sala de suspensão,.. não tinha drama, não tinha nada, só tremor, espera e silêncio..

Uma enfermeira veio devolver uma pequena imagem da NSAparecida.
É que eu entrei com roupa e tudo na sala de cirurgia. A maior correria, driblando o soro com a roupa, malabarismos,.. e eu complicava, porque me contorcia pelas contrações. De repente, caiu na escada da mesa um metal pesado. "O que é isso?" um pequeno suspense na sala... "É minha santinha, guarda a minha santinha!!!" .. Dentro do nosso carro mora a santinha, era do meu pai, que sempre foi muito devoto, não sei bem porque. Estava procurando outra coisa quando a vi, e por impulso coloquei no sutiã, "vou levar meu pai comigo". Foi engraçado. E adorei que ele realmente foi comigo, e que foi devolvida também!

Um pouco depois Danilo aparece, sussurra no meu ouvido, "Ela é linda, tá tudo bem, já já vem!!!" Mais espera, .. aquele branco de hospital que cega, luz branca, parede branca, ninguém, meu corpo em descontrole... até que vem a enfermeira e o Danilo com minha mini-Ldml!

20-10-16
Que situação, momento sem palavras, essa primeira vez.
E foi assim, nos grudamos alí, e não desgrudamos mais, .. mesmo!









Minha bebê pig, magrinha, sonolenta, tudo tãao delicaado, nascida de suas quarenta semanas e três dias.
Após cinco dias no hospital, glicose baixa, muito palpite e um leite devagaaarrrrrr, saí do hospital com minha Cibe, complementando com leite artificial. Pra quem não consome produtos de origem animal, digamos que esse foi um pequeno dissabor, apesar de ter sido indispensável no momento, e de humildemente termos aceito. [por que o HU não possui banco de leite, por quêeee?]

Resoluta, a partir de então passei a tentar aumentar o volume de leite materno, para poder fazer sua retirada do L. A. o quanto antes. Isso qualquer hora vale ooutro texto...

23-10-16
Chego então ao título da postagem, Lua de leite. minha Lua de leite foi um eclipse. Um eclipse por consepção, passageiro,... mas em sua aura de mistério estivemos imersas intensamente, eu e minha menina, aprendendo.

E na continuidade do ... e foram felizes para sempre das histórias, um dia de cada vez, entremeando a dor, a delícia, e o indescritível de sentidos, nessa relação.

Estar com Cibele só não é melhor que estar eu e Danilo + Cibele. E contar com Ldml, meu trocador profissional de fraldas de pano, especialista em banhos, e parceiro em qualquer situação e/ou insegurança, é muito importante para mim, nem que seja para ficarmos inseguros juntos.

Assim tudo se completa e posso dizer sim, em uma frase evasiva, clichê, mas que todo mundo sabe que comporta até o seu reverso:

Estamos muito felizes!













sábado, 7 de maio de 2016

!!sobre relacionar-se, sobre expectativas e sobre amores-perfeitos..





Amor-perfeito é uma utopia
Amor-perfeito dá trabalho
E bem ao mesmo, existe?

Das duas mudinhas que ficaram para nós,
Ldml plantou junto com uma melzinho,
Pouco tempo depois, uma delas está promissora, verdinha, e a outra,
parece que momentos depois de plantada derreteu, murchou total, e desapareceu.

Porque?
Existe um significado subjetivo?
Fizemos algo errado?

À parte a frustração, penso que o primeiro passo é não desistir do Amor, mesmo que seu Amor na prática não seja tão perfeito,
mesmo que tenha outro nome, é importante estabelecer esta relação e estar aberto a esse vínculo.
Quando nos jogamos nessa tentativa, mesmo a energia do entusiasmo sendo verdadeira, não existe certeza de sucesso.
As intempéries estão aí, como um teste para ambos os lados.

Ninguém disse que se relacionar com um Amor-perfeito seria simples, ou fácil.
Existem especificidades, temperamentos, características que as tornam únicas e que nos colocam naquele “cheque” da disposição, da entrega, nos questionando sobre ter feito tudo certinho, afinal, “o que mais ela quer? ”
Bom... eis aí o teste da insistência e do quanto você está disposto a mudar, a ceder, a se transformar nesse processo.
Afinal, esse “perfeito” é para quem, ou para que via?


Amores vem e vão, tem suas verdades, facetas.. E mesmo quando a gente diz
“nunca mais”,
“não tenho jeito pra isso” ou
“não caio mais nessa”... algo nos captura!

E lá vamos nós de novo, com ares de primeira vez!.. =]..




________________________

Esse texto é um agradecimento, e também é dirigido às pessoas que já se dedicaram, [ou que ainda irão] a aventura de plantar, cuidar ou acompanhar o desenvolvimento de uma planta, qualquer planta, em um movimento negativo à da frustração da inexperiência. É um convite para renovar as tentativas com o desejo forte que você encontre o seu amor-perfeito, seja ela, a própria Viola tricolor, ou uma samambaia, uma suculenta, um abacateiro, amoreira, jabuticabeira, ou Ana, Carlos, Jorge, Maria, enfim... =]..



terça-feira, 26 de abril de 2016

!no final de abril..




Táa chegannnndo a horaaaa. 

Sem querer tenho me sentido em despedida. Não que eu vá a algum lugar. Mas uma condição vai novamente mudar. Antes de mudar ela se intensifica. Mesmo assim já me vejo em despedida. Tem mais tempo decorrido do que a percorrer, sem desprestigiar cada novo dia, até o fim dos dias desse barrigão =]..

O morro das pedras foi a praia que Ldml me ensinou a amar, eu que tinha tão poucos carinhos marítinhos, ou tão pouca desenvoltura, desde o primeiro dia ele pega minha mão, entra comigo quando quase choro pelo gelo, e faço manha, e levo mil anos para entrar, enquanto ele me conta maravilhas de como está a água, de como já já vou estar adorando, e de como ele não quer que eu desista, e de como é bom estarmos juntos. E eu sempre o deixo me levar, nesse sofrimento e nesse deleite...

Ldml, meu peixinho, fica feliz da vida indo à praia, ... e sobre esse último dia eu concordo especialmente.., como foi bom mergulhar, ficar de barriga pra baixo, me sentir levinha, ficar sob o sol, sentir a água do mar de abril [!] fato inédito pelo friorenta que sou, algo que esse calor atípico me deu de presente. O único, haha, porque no mais, derreto! =ss..

Ainda temos muito o que pensar, organizar, treinar intimidade com tanta coisinha diferente da mini-Ldml Cibele, que de um dia pro outro, simples assim, fará parte de nosso cotidiano. 


E ainda que não, muuuito tempo pra imaginar, fabular, conjecturar, e aproveitar!... 














quinta-feira, 24 de março de 2016

Gestando os Pais




Muita indecisão, muitas hipóteses, abertura para várias ideias, restrições de grana. ..
E quando tudo já foi dito e feito por outras pessoas ou ancestralmente, e está pronto ao alcance de suas mãos, como e o que optar desse tudo? E se algumas coisas você negar?

Trabalhando com variáveis conhecidas, sob um mistério que cresce em sua barriga, como abandonar a ansiedade, e a pressão? Posso reconhecer que estou diferente. Deve ser esse mistério dos dois corações batendo juntos, ela me conhecendo por dentro, .. meus olhos aqui do lado de fora, Cibele escondida aqui dentro, e já me sinto naquelas esparrelas em que ou você cresce, ou cresce.

Eu que tenho algumas dificuldades de iniciativa e empreendedorismo, uma indecisão que me acaba, conjugada a um senso crítico e autocrítico especialmente sádico, faria o que sem os amigos? Aqueles que dizem aquelas coisas que você a primeira vista não acredita, não aceita, ou nega, mas que são sempre boas de ouvir, e depois ir reconhecendo algumas, e refletindo mais.. Ou então por te ajudarem em coisas por complementaridade, .. já conhecem suas fraquezas.

Descubro vivendo, que uma gestação te fragiliza. Te coloca as vezes em protagonismos constrangedores. Te insere em uma confraria muito empática repleta de experiências, opiniões e savoir-faire. Também te coloca em uma posição abnegada de reencontro com seus instintos, e entrega ao imponderável.

Vinte e nove semanas se completaram. E tenho muitas coisas para assimilar. Não sou uma pessoa tranquila. Uma mente impertinente me tira o foco, além do que a própria conjuntura atual também propicia, já o explica a vasta bibliografia, além das experiências alheias =].. 

Não estou sozinha. Penso que a experiência de assimilação, expectativa, aporte, de Ldml não sejam menos simples. Estou vendo um pai se insinuando em gestos simples e ações inusitadas, preocupações compartilhadas... como outro dia em que ele me diz “não entendo nada de parto, precisamos estudar!” ao que eu respondo a mesma coisa com naturalidade, ... mas reconhecendo e admirando nas internas, essa pessoa que a vida colocou do meu lado!! *-*..



25 semanas




O que sabe um pai sobre gravidez? 
Como tornar-se essa figura que remete a proteção, ao cuidado externo? 

Sim, externo, pois me parece que está sempre a circundar, em vigília por sua família, contorna seu próprio meio, o território que cabe, qual habita. 

Como tornar-se pai? Palavra estranha para sair assim da boca. 
Sou pai. Vou ser pai. 
Quando saber que já se é? 

É bem verdade nunca me vi responsável por nada, nem por mim. Mas quando a vida chega, quando lhe entrega sobre cuidado a vida de outro, como se negar a responsabilidade do futuro? 

Não há alternativa a não ser dar de si o máximo possível e lançar-se junto no desejo de bem-aventurança. Diminuir as incertezas com a dedicação e tornar-se outro, pois a vida lhe exige que se reparta o egoísmo de si com esse outro que vem. 

Que se invoque essa ancestralidade paterna para que ela pulse nas veias, e de força para a carregar consigo. Que junto pulse algo que é parte de si e parte de outro, e que dele apenas solte, quando pulsar o desejo de partir.



por Ldml








_________

*a motivação dessa postagem era agradecer as pessoas que venho infernizando com as ansiedades, dúvidas, expectativas, que tem estado aqui na prática, aqui de longe, .. era pra agradecer o suporte e a interlocução =]..
mas no fim meio que tomou outro caminho
só sei que gostaria de estar escrevendo mais! =s
só pra constar.. é uma reflexão de agradecimento e de reconhecimento
de quem sabe que não está sozinha..


e acrescento o plural da família por conta..


eu,  Ldml e mini-Ldml!




domingo, 21 de fevereiro de 2016

!uma barriga cheia de Cibele..




Mas eu colocaria o nome que coloquei em minha Samambaia, anos atrás, nessa menininha dentro da barriga, prestes a nascer?
Segunda pergunta ainda meio hesitante.. Haveria nome mais significativo?
Ligada à natureza, ao verde, à mulher, à vida, prosperidade, abundância.. em um nome tão singelo, cujos significados não explicita!

Em uma pesquisa rápida pela net:

- Personifica a natureza selvagem. Grande mãe dos Deuses.
- “Magna Mater” deusa dos mortos, da fertilidade, da natureza, da agricultura.
- Mãe de todos os seres.
- Espírito criador (gerador) do calor e da vida.
- Relacionada com o ciclo de vida, morte e renascimento.

Minha mãe, há alguns anos estava falando dos nomes da grande mãe. Ela estava lendo um livro sobre o tema. Aí, um dos nomes que ela citou, Cibele, causou certa impressão, pois não me suscitava tanta historia..

Quando quis dar um nome para minha plantinha número 1, queria algo que tivesse conexão com a natureza, sem ser muito óbvio, e logo me veio essa lembrança. O que fez com que ao longo dos anos tivesse muitas Cibeles =]..

E essa relação, essa construção afetiva já foi tema de algumas reflexões, as quais renderam postagens como Cibele, a plantinha número um! , No verão, Cibele de coque! , tem a postagem que a figurinista fez, ela que me deu a primeira Cibele.. Cibele e a noção de abundância ...

Dizem que vamos descobrir o amor quando a tivermos pequena Cibele nos braços, ter ideia e profunda compreensão do sentido de acalentar e ser vital para alguém na vida.

O que nos provoca para além e para o interior de nós.

E esperamos...











A notícia chegara rápido. 
Havia vindo não sei de onde, uma vontade imensa de nascer.

Brotou mirradinha em um canto,
Espalhou feito rama pouco a pouco,
Cresceu como pendão a procura do sol.

E toda prosa, a cada entardecer, abria esplendorosa ao sopro da vida que passava ligeira naquele cantinho, levando consigo um tanto de si, para tantos cantinhos que ela bem quisesse. Deixando no rastro um canto fininho, um uivo baixinho que ecoava, embalava, e ululava a noite que chega UUUUH...


Ldml

domingo, 3 de janeiro de 2016

!!e no apagar da luzes ...


Natal e ano novo já não são a mesma coisa pra mim há alguns anos. Alguma coisa se perdeu e fica uma melancolia, e um ímpeto de busca, porque parece que eu tinha algo comigo que eu não cuidei direito, e então se foi. Chega essa época, recaio num automatismo, uma versão minha entediada toma posse, ansiosa, perdida, insatisfeita, e até, perfeitamente insuportável... =]..

Já pensando nessa minha característica com antecedência, firmando um propósito de tentar diferente, tenho exercitado manter o melhor de mim no ânimo, humor, nas minhas reflexões sobre o ano, o que foi, o que virá, e a melhor maneira de celebrar a época com verdade. Convidei ldml, e  surgiu a ideia de construir uma lembrançinha de Natal, compartilhando com as pessoas queridas, um pouco das reflexões, pela lembrança-proposta que construímos.

Fizemos uma listinha de parentes, amigos, pessoas próximas, as que compartilhamos o Natal. Pensamos em fazer algo simples, baixo custo, e ao mesmo tempo reflexivo do momento que a gente está(va) vivendo, do que foi o ano de 2015, e sobre as expectativas ou niilismos que nos envolvem essa época do ano, em que por vezes você se vê enredado a práticas e convenções que você achou que já não faziam mais parte de você. 

Foi feito com amor, mas esse processo também cabe muito nuance, como por exemplo, escrever cartinhas à mão, várias, querendo que todas fiquem perfeitas como a do seu protótipo, não rasurar, não cometer erros ortográficos, controlar o ímpeto de descartar a folha,  assumir as rasuras ou possíveis remendos no texto. Resistir, mas não muito, o ímpeto de dar palpites na caligrafia de Ldml que, consegue escrever “fojo”, ao invés de fogo, jurando, argumentando, replicando, teimando, que seu “j” e seu “g” são completamente compreensíveis, como se no mundo não existisse convenção ortográfica, grrrrrrrrrrrr, rs. Fazer todos os pacotinhos treinando o laço, pensando nos nomes dedicados,  pra não errar, e ao final....

Depois de um processo longo, que tomou espaço na nossa rotina, sentir um pouquinho de auto-orgulho por conseguirmos juntos materializar uma ideia. E tudo do difícil e percalços se esvaem, e retornamos à motivação inicial =].. com nosso cantinho mimos *-*





segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

!um pequeno avanço..



Esse ano eu consegui ser mais criteriosa, fazer escolhas diferentes e felizes. Cuidar do meu cabelo, com produtos não testados!!! Tem uns mais caros, tem uns mais baratex, mas na real, essa coisa de valor, quando relacionado a esse tipo de vaidade, digamos assim, é bem relativo =ss.. pois me lembro muito bem de comprar produtos caríssimos, em outras épocas também, sem absolutamente ter esse cuidado, então..

Fiz avanços.. e meu coraçãozinho fica mais leve... *-*







* um link de refência pra pesquisa!!




sábado, 12 de dezembro de 2015

!o dia da clínica..

o dia era de ver a vida que vem de dentro. 
a imagem daquele serzinho, trazido à TV pelo aparelho estranho 
que vê dentro da gente, como um sonar de morcego, 
traz para nós todo o mini-corpinho,
um minihumaninho, que se forma, que é parte da nossa parte, 
a cabecinha, o pé, a coluna, 
e um pintinho!

por ldml




minha barriga já tem barriguinha e eu prestes a fazer o primeiro ultrassom da vida. 
dúvidas, curiosidades e entrega ao imponderável =]..
a primeira dúvida, serão dois? nãaaao temos 1 bebê xD.. uff
menino ou menina? ao primeiro tcham de passada de imagem e a torcida comentarista
[das comadres do falar alto e das risadas inacreditáveis] já tinham seus palpites, e inclusive eu... 

um mini-luli, um menino, um mini-ldml!!!





sexta-feira, 27 de novembro de 2015

o meu último aniversário






primeiro pensei em chamar uns amigos, a chuva torrencial completamente me desanimou.
depois íamos sair,  ldml  e a chuva completamente me desanimaram.
mas estávamos prontos!
já não me recordo do menu!

o único insistente, digo, convidado foi o nanuke, que ficou muito contrariado porque não podia compartilhar do jantar, servido no chão da sala, o seu lugar por excelência.




para demonstrar seus sentimentos, já no findi-festa quebrou uma taça, e foi dormir...

nós, ficamos alí, entre pensamentos sobre a vida, o namoro, o amor, a vida a dois, coisas a fazer, planos possíveis, impossíveis. tentando já naquela época reencontrar, reabastecer ou alimentar, a marcha ascendente do entusiasmo de estarmos juntos.




esse foi meu último aniversário, e o último de uma forma de ver a vida.

já tive outras comemorações em postagens, e eram outras vidas também, das quais me vejo muuuuuito longe...
em 2012 compilei reflexões de anos anteriores; como foi neste mesmo ano que eu e ldml moramos juntos pela primeira vez, houve uma reflexão festiva; e por fim, o ano em que eu esqueci minha idade =\..

quando  ldml apareceu, tudo o que parecia impossível aconteceu da forma mais inusitada, ou, aterrorizantemente simples.
por um tempo acho que fomos um.
depois, acho que tentamos conservar o um, à dois.
e ainda hoje, a gente gostaria de permanecer juntos como duas forças, autônomas e complementares, em um equilíbrio.
haja controle de gênio! =s..

quando finalmente descobri que as flores não são de plástico, ou auto-suficientes quando você as trás para sua casa, aprendi a me vincular... e quis aprender mais, aprofundar experiências, e ser alguém melhor nessa relação... e uma nova era começou alí.

ser alguém melhor para os finais
e ser alguém melhor para os inícios

não saber de nada
e de repente querer saber de tudo
e fazer tudo
e aí não fazer muita coisa

pensar muito muito e sentir pouco,
e às vezes o contrário

ter ideia do que não quer ser
não ter certeza do que será

e no extremo das divagações em hipóteses...
concentrar tudo nesse instante, o presente
e ir fazer alguma coisa útil
tipo, almoçar...


com o sentimento de que 12 de junho de 2016, estarei no meu ano 1 !








sexta-feira, 11 de setembro de 2015

plantar rosas




Eu lembro das cenas, em especial essa da cadeirinha. Essa foto esteve perdida há tanto tempo. Desde que a procuro, encontro outras, mas nem sinal da foto da cadeirinha. A postagem do parque, a da cibele, tiveram acréscimos, ou nasceram pela busca dessa.. Aí hoje coloquei a mão no armário para pegar um papel e quando tirei saiu essa foto. Inacreditável!!.. tô de cara.

Eu pequenina estava encantada com as flores, a quantidade, e com o tamanho delas. Acho que, como eu era pequena, a proporção fazia um bom efeito. Grandes e lindas!

Meu papi-lindo sempre curtiu plantar rosas, do desafio de cuidar-podar e tal. Depois, ele passou a mania para minha mãe, que hoje em dia tem sua Flora, repleta de rosas.

Eu que,.. não chegava a ser fobia, mas nunca gostei de minhocas e bichinhos afins, nunca achei que iria herdar algo dessa mania.. Vieram juntas a Cibele, as margaridas da Verinha, a roseira vermelha do seu Geraldo e o pé de manjericão da Casa Amarela ....




Havia um encanto, que flores gigantes! E como as pessoas as aclamavam a minha volta, como elas são especiais...  Assim aprendi, uma rosa é um acontecimento.

Depois de muito tempo, essa impressão, esse encantamento voltou forte, quando pelos trajetos longos, idas e vindas observando a paisagem pelas janelas, nos trânsitos, elas começaram a protagonizar. 

Uma das minhas preferidas, não existe para comprar, as roseiras-arbusto de 3 cores. Em bouquet marginal conto um pouquinho desse circuito, quando de repente já sabia de suas várias moradas, em cada quintal, cada bairro.  Nos trajetos onde não passo mais ainda tenho curiosidade, e posso dizer até, saudade.

Cada roseira que eu cuido hoje tem uma história, uma procedência, uma curiosidade e uma característica básica, todas são "fáceis" de multiplicar. Muitas já viraram presente e vão se espalhando por aí. Por que as floriculturas não gostam delas não sei, especialmente das trepadeiras, mas existe sempre as redes paralelas, muitos cuidadores adoram compartilhar, o que sempre rende boa conversa e muitas dicas. Ou você pede uma mudinha para própria planta, mesmo que você não ouça a resposta =].. 

Nada é garantia de nada... mas na maioria das vezes, elas te aceitam, e se desenvolvem lindamente, florescendo no seu quintal...





quinta-feira, 10 de setembro de 2015

um cotidiano que não mais




a melhor vista: linha florianópolis –> itaguaçu, 18h, 14 de setembro de 2011



morava numa ilha e trabalhava no continente
trabalhava à noite para não trabalhar de dia
trabalhava com adultos, para fugir de seus filhos
escolhia São José, à despeito de Florianópolis

neste desterro diário, em pé, no aperto, no congestionado...
em todo crepúsculo, ao menos, sempre se auto-creditou, nos enquadramentos involuntários,
o privilégio da melhor vista





quarta-feira, 9 de setembro de 2015

!conflito de avatares em paralelas redes...




querido charlie brown, embora me identificasse profundamente com sua personalidade e acontecimentos de vida, e pudesse até pensar que não houvesse par perfeito, terei de declinar de tal convite. já tenho um jaspion em minha vida!!! ademais.... como poderia namorar duas celebridades ao mesmo tempo????
o que você pensa sobre isso??? 



ldml:

Mas que coisa, não basta a menininha ruiva, agora sou rejeitado novamente!
Querida Bruna!
Sei perfeitamente de suas predileções por personagens japoneses
Sim, não há, mas acontece que aqui, no mundo do desenho, a perfeição é um termo em desuso, portanto, nos contentamos em ter um cotidiano agradável com o(a) outro (a)
Ademais, creio eu que vossa pessoa ficaria muito melhor em aquarela, desenhada, nas tirinhas...
teríamos uma quadra, um cachorro, uma casa, e amigos..
já sr Jaspion, qual certeza se não a de aventuras intergaláticas você teria? Ficaria ali, com roupas de plastico, esperando seu herói derrotar monstros em miniatura, e ainda por cima dividiria ele com um robô!!!?
Meus cordiais abraços!
= ) .......... toinnng ( tá tô indo estudar)



uma quadrinha, um cachorro, uma casa, e amigos..? aiiii que lindoooo^^, pois bem... se a aventura e os atos master heróicos me atraem, devo dizer que não tenho nada contra a vida mínima, simples, pequenina como uma tira de dois quadros. sendo assim, como boa geminiana muito me apraz adicionar sua personalidade reflexiva e indagadora de viver, aquela outra já aprovada na aba do lado^^,
... sem falar da tríade com a realidade,   o terceiro ‘personagem’ , o danilo ldml, cujos atributos nem vou gastar dedinhos para teclar......
.
-não sei porque... acho que um canceriano não iria gostar disso..hauhua
-muito burra a garotinha ruiva..
-e NEM PENSAR roupinha de plástico ¬¬

e tudo se reduziria em uma das minhas onomatopeias preferidas: SMAC!
















segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Importância ornamental secundária?


Quem é que decide que uma planta tem importância ornamental secundária? Será que tem haver com a durabilidade para possibilidade de adornar ambientes, eventos? Quem é que decide? Muitas flores que adoro quando vou pesquisar a planta encontro esta categorização "importância ornamental secundária" grrr poxa, se eu fosse convertida em flor acho que eu poderia ser categorizada como importância ornamental secundária?! Mas porque, por quem, pra quê?!!!! 

Uma flor singela, aparece uma vez no ano, dura poucos dias, não pode ser retirada porque murcha logo, ou, a importância é para folhagens, ou, a importância é para as sementes... O que eu quero mesmo é registrar um certo repúdio! A importância ornamental secundária é dada por um olhar repleto de expectativas e intenções que extrapolam o próprio ser em si da planta, com sua maravilhosa beleza espetaculosa de acontecer quando acontece! E eu rejeito isso. rs..

  




Eu não li que as flores de rúcula tem  importância ornamental secundária, mas sempre que vejo florzinhas inocentes, não protagonistas de um processo maior de interesse geral, eu me lembro dessa frase típica de sites de paisagismo. E eu amei vê-la florir! Ldml colocou em um vasinho o talo da rúcula que a gente comprou na feirinha da Ufsc. Ele viu em algum lugar que rebrotava, e de fato, demorou, mas voltou. Não usamos suas folhas mais, na verdade como era tão pouquinho, não temos espaço para grandes hortas, deixamos o vasinho lá. Então foi crescennnndo e cumprindo seu ciclo, fez um pendão gigante, criando as vagens, e agora floresce, linda e abundantemente!...

Vou guardar as sementinhas para os canteiros elevados da Flora da minha mãe. 
Sementes de boa proveniência. 
Sementes com amor =]..






domingo, 6 de setembro de 2015

D. Vera com suas leituras de vida, e eu em busca de um livro sem nome. ..


É um livro desfolhado, decepcionante se você se empolga na sua leitura porque é fatal, vai faltar folha. 

Toda vez que o encontrava na Flora, entre os outros de mami,  ficava procurando algum indício, .... ia pro google digitando fragmentos, ... e nada .... era o livro sem nome! E mami-lindíssimamente-linda sempre se lamentava... pois gostava bastante dele.

Como livro sem nome era bem mais glamuroso, algo de livro único, e tudo se tornava muito especial e específico. Mas hoje.. tudo mudou!! 

O fio foi a página 103 onde alguém pergunta "Que é o destino? Krishnamurti [responde]: Desejais realmente examinar este problema?" ... Alguém citou essa conversa, e então consegui encontrar a referência do livro pela net à fora... =D

Sobre o Destino de Krishnamurti ainda não experimentei a resposta.. Eu que não estou certa de examinar este problema escolhi para comemorar algo beeemm anterior, tipo, página 30 mesmo. ...

E é no fragmento sobre a leitura, juntamente com a pergunta do à seguir cenas... que me declaro uma Sherlock feliz!!!








quinta-feira, 27 de agosto de 2015

!!!!dias de festa...


Não é que não as estivesse vendo. Mas é que estava difícil comemorá-las... As flores da begônia, ainda mais das que eu cuido, tem um gostinho de "eu venci!!!!" [sem tirar o mérito dela, claro!] mas temos uma história difícil, com perdas definitivas ao longo de minha amizade com plantas... mas finalmente, conseguimos uma relação bem linda *-*. 

As begônias florescem cada vez mais em nosso jardim, e finalmente ontem fiz o registro festivo! As duas primeiras imagens são da  mãe, as seguintes são da filhinha, que agora mora na janela do nosso quarto =].. 








Falando delas eu tenho vontade de dizer tudo o que já disse no post o dom de ressuscitar suscetíveis , sobre o quanto elas são especiais, e como eu me senti fazendo mágica, quando vi nascer a filhinha da folha gigante que caiu. Vejam como cresceeeeu!!!

O livro que me ensinou a fazer esse truque da vida foi o que comentei no post sobre a coleção, o que me faz lembrar que faz tempo que não recreio com eles!

Algo diferente é que eu acho que lembrei de onde a begônia-mami veio! D. Lurdes do dedo verdíssimo, a mãe de uma amiga querida, me presenteou com uma muda linda, e esta mesma sofreu e quaaase não sobreviveu. Indo e vindo por fim teve um época que murcharam todas as folhas,... aí ciente do que aconteceria só retirei as folhas grandes secas e ficou um brotinho no meio. Descrente, parei de acompanhar, e ela ficou em um cantinho sombreado, escondida, livre pra fazer o que quisesse. Depois de um bom tempo, já a encontrei constituída, ela voltou e foi se fortalecendo, então percebi que encontrou um jeito!

É importante lembrar da proveniência, história é tudo de bom!!! A próxima será a do meu cacto Felipe, o arruaceiro ex morador do centro de Florianópolis =]..

Também não posso deixar de mencionar o amor de filha que D. Lurdes tem, que fez uma postagem linda sobre seu jardim encantado, no blog do Bem Ditas brechó. Época em que ainda estava sendo gerada, a mais linda flor do lugar... *-* aaai que saudades de vocês!!!


domingo, 23 de agosto de 2015

acho que é um texto sobre o Apego...

* texto postado apesar de ainda em processo =ss..




Há algo, pessoa, ação, que me proporcione muito prazer, que eu precise levar comigo para sempre, a detrimento de qualquer coisa?

Que tipo de pessoa eu quero ser, quais os reflexos dos meus atos, o que eu quero de delicioso para mim, à custa do que, de quem?

E o que o abandono desse algo precioso traria?

Às vezes acho que a vida é pautada pela afeição, adicção ao prazer. Pelo quanto é possível ponderar, abandonar, resinificar, abraçar com sofreguidão, ou se abster, colocar alguma reflexão entre você e o seu objeto de desejo, antes do fim, início ou recomeço, elaborando possíveis “perdas”...

E porque prazer é algo muito importante, e gostoso, muitos optam por oferecer, ou usufruir a dois. Dar prazer ao outro é uma faceta, a segunda talvez, bem complexa, e não tem receita... mas muitas são as sugestões e instruções. Também existe já toda sua aptidão para se auto satisfazer como referência, e mesmo assim... é complexo. Uma vez alguém disse “ah o meu prazer eu sei onde está, se o outro não sabe vai ter que procurar sozinho!” não vou comentar a frase, mas eu penso bastante nela. ..

Na busca do prazer o que vem primeiro o eu ou o outro? Existe a possibilidade de observação das particularidades, singularidades, entremeando o que é meu, e o que posso oferecer, tudo junto, ao mesmo tempo?

Ao longo de nossa historia sensorial acredito [há quem diga] que “aprendemos” o que é bom ou ruim a partir do que nos é “permitido” ou “negado” em termos de prazer. Culturalmente aceito, politicamente correto e diretamente relacionado à educação dada pelos pais, escola, âmbito social, etc. Poxa,  lá lá lá,  senso comum, papo de bar, não quero fundamento, pode ser assim frágil mesmo =]..

Penso nos meus alunos, e na sua busca por um “prazer-fuga” que não tem nenhuma relação com o que lhes é apresentado como aprendizado em sala, ou em situações "chatas" e que reduzem sua satisfação a jogos de poder, celulares, redes sociais... prazer momentâneo que parece que se prolonga, o prazer momentâneo se institucionaliza, e esvazia tudo.

O que tinha me motivado a escrever esse post era simples, o prazer no prato, só uma ponta solta da postagem anterior.. Aí são tantas voltas, que se não fosse eu quem escreve, provavelmente não seria a leitora! Mas como não existe proposta, eu escrevo por razão nenhuma que não refletir e registrar, lembro que a recente tempo que tibum está disponível, se vinculando no virtual, apesar de existir a tanto tempo. Viu só vida?... nem acredito que depois de tanto tempo acabaria fazendo valer o dia em que resolvi escrever meu epitáfio, agora sim! =ss...

Quanto à alimentação hoje posso dizer que como tudo que não envolva sofrimento animal, esse é o intento. E já disse que fiz isso sem abrir mão do meu prazer. As opções muitas vezes não se conectam em sabor com o que seria seu equivalente animal. A substituição [e aí é que está a diferença entre alguém convicto ou não] é dada por uma vontade de gostar, pelo menos pra mim. Então algo em comparação, ainda que bem preparado e bem apresentado, pode até ser um pouco decepcionante, mas se transformará em algo singelamente feliz, dá para entender?

A alegria de comer algo não tão bom assim do ponto de vista do paladar, mas que na similitude do nome, na forma, algo do sabor contempla, além de que, nenhum bicho deu sua vida ou foi judiado, explorado para que ele exista...  pronto, já amei como pressuposto! Que fique claro que são as minhas experimentações por vezes gororobentas que estou falando hein, porque existe muita comida sofisticada, inacreditavelmente simples ou não, na cozinha de outros veganos por aí, maravilhosas! =]..

Pois bem, larguei mão de alguns prazeres, mas encontrei uma nova maneira, plena de simbolismo e intencionalidade de reencontrá-los, por isso disse em outro momento que não houve agressão teve prazer e esse prazer cresce à medida que é compartilhado com meus amigos (vegs ou não), mas muito principalmente com todas as vidas poupadas. Quando recém tinha parado de ingerir produtos de origem animal, ficava contando quantos ovos deixei de comer, quantas galinhas inteiras não morreram por minha causa, ou se o tempo que eu tinha deixado a carne vermelha já teria dado um boi inteiro... Sendo assim, eu tenho prazer nessa minha nova concepção alimentar e de consumo, que leva em conta o outro e a vida do outro. Além da consciência limpa, o corpo vai ficando também mais saudável =]..

E ultimamente, como sempre, mas talvez com um pouco mais de maturidade, tenho tentado controlar o impulso de comer, a propensão de mergulhar na busca desse prazer-fuga [aquela historia de prazer momentâneo institucionalizado que esvazia tudo?...] para satisfazer frustrações, ansiedades, e assuntos que eu queira compensar. Tenho uma nutricionista especializada em atendimento de vegetarianos estritos, ela me ajuda a ser a sábia na construção do meu cardápio diário, é muito bom o seu aporte!

Existe a ideia, um ideal de mim..., tem eu, e todas as mudanças ou pasmaceiras que eu já fiz na vida para ser o que sou hoje. Tem todas as coisas em mim que eu faço ou não, mas que penso que poderia mudar, um cem número na real, [para ser mais bonita, inteligente, proativa, interessante em tudo, feliz, plena] o que até causa certa angústia. Mas, muitos sábios do mundo e fora dele, daqueles bem poderosos, recorrentemente não falam que o que  a gente mais precisa é de auto-aceitação?

Então eu mesmo estou falando de que? =x..


sábado, 15 de agosto de 2015

"você é o que você come"




02 de novembro de 2013 - beringela com leite de coco



Outro dia escrevi uma carta para uma pessoa que admiro muito, onde contava sobre minhas mudanças recentes com relação à alimentação e consumo de bens variados entre cosméticos, produtos de limpeza, roupas, tipo, tudo.

Na verdade processar mudanças é muito difícil, e eu sou um pouco obsessiva, ainda que lenta ao passar da teoria para prática, nessa transição borbulha uma certa angústia, auto-crítica, e uma sensação de insuficiência e, é claro, isso é uma característica abrangente, de cunho auto terapêutico, meio irrelevante no contexto... =s,.. na real queria dizer que estou em transição constante, só não tão rápida quanto o meu mental se satisfaria... mas foda-se, =].. continuando..

Vou aproveitar a parte introdutória da cartinha para transformá-la na minha maneira de contar essa mudança, a princípio alimentar, realizando uma vontade que sempre tive intuitiva e frágil, até o momento em que precisou ser bem fundamentada e auto afirmada, pois nossas escolhas nem sempre afetam ou concernem apenas a nós mesmos, como a gente gostaria e sempre pretende, inclusive.

De minha parte, a possibilidade de vida, sem comer carnes, apareceu na infância, ainda que meio torta, quando por questão de saúde minha mãe tirou carne vermelha e aves de seu cardápio. Nessa época, e eventualmente, desde então, costumava aparecer no cardápio carne de soja, de glúten, que nos acostumamos a comer e assimilamos como possível, embora não houvesse um incentivo para uma substituição completa.

Ao menos essa experiência serviu para ainda pequena refletir um pouco sobre outras opções. E minha mãe se dizia vegetariana, não entendo porque se comia derivados e peixes, mesmo assim a palavra ecoava e, então, desde essa época eu comecei a dizer “um dia vou me tornar vegetariana”. O “um dia” estava ligado a uma autonomia que não conseguia ter, de construir, fazer e principalmente bancar minhas próprias opções.

Quando esse dia chegou, passei um ano ovolacto. Tive um choque, porque na minha concepção interna desde pequena, minha convicção se resumia a duas frases. “Um dia vou me tornar vegetariana”, “porque é a coisa certa a se fazer” e pra mim isso bastava, isso, e aprender a cozinhar, adaptar minha vida, fazer escolhas coerentes com a minha opção. É aí que entra a participação do outro, que percebe a mudança. ..

Ouvi [e ouço ainda] muitas opiniões, palpites, longos depoimentos de insucessos das pessoas nesse âmbito, ou de que ouviram falar, os filmes que viram, os pretensos males, e é tudo muito forte, chega a ser agressivo. Parecem se sentir julgados, e já vem a avalanche de justificativas. .. Todos têm ideias muito prontas e sérias, e eu só tinha as minhas duas frases, que me satisfaziam plenamente no meu intento.

Lembrei dessa minha amiga que parou de comer carne por causa de uma disciplina na facul e resolvi jogar o nome de sua prof. no YT. Em meados de 2012 assisti essa fala de quase 3h, que linkei logo abaixo. O poder e a verdade da pesquisa, exemplo de vida e argumentos... não tem como não se sentir implicado depois disso. Ouvi-la foi muito importante, e aqui já delato minha destinatária,... acho muito importante reconhecer, e agradecer, assim como a Andréia Regina, cuja proximidade em sua transição ajudou a resgatar minhas vontades perdidas no momento propício =]..

A partir daí passei a diminuir cada vez mais os derivados, e, se na virada de 2012 estava convicta em parar de comer carne, na virada de 2013 já estava convicta e comprometida na transição para uma qualidade de vida que não incluía sofrimento animal. 





Assisti seus outros vídeos, conheci um pouco mais sobre o recém lançado Galactolatria que ganhei de aniversário dessa minha amiga, a Andréia, junto com um livrinho de leites vegetais, o Passaporte para o Mundo dos Leites Veganos. No final de 2013, comprei um pacotinho desse livro de leites, foi um presente amoroso de Natal, para amigos e pessoas queridas da família, e continuo recomendando...

Tenho me concentrado em “limpar” cada vez mais minha casa de produtos de OA, entrar em consenso com meu companheiro, dar o exemplo, mostrar opções, demonstrar possibilidades entre amigos, familiares, assim como me manter informada. 

A falta de convicção para mudar dos meus próximos gerou certa decepção na época, ... e isso foi, e é, um aprendizado pra mim. Tento tolerar as limitações, incentivar e reincentivar passos, mais do que 100% repreender e criticar, que é meu impulso mais primário tanto pra mim [eu comigo], quanto com relação aos outros, [...] Porque é que o que te choca, causa ojeriza, provoca reflexões, admirações, não pode te provocar mudanças? 

Entendi que cada pessoa tem um dispositivo diferente, ou um escape, ... e não se força ninguém a nada, nesse sentido, eu sou meu melhor exemplo, vide a postagem anterior! Nunca pensei que abandonaria o gorgonzola, deixaria de lado o mel, leite, ovos, nunca achei que seria aquilo que se diz...: radical. Mas uma coisa levou a outra e no fim não senti que estivesse me agredindo. Quando me perguntam eu digo que foi uma transição prazerosa no sentido que descobri um novo mundo de sabores. Chocolates livres de leite, bolos deliciosos livres de ovos e mesmo assim deliciosos e nutritivos. Germinados é a coisa mais linda do mundo, suco verde... <3

Aceito às vezes um prato meio decepcionante, ou penar na rua para encontrar algo gostoso pra comer e acabar na fruta, ou milho cozido com meus amigos comendo delícias que eu já comi um dia; tomo um cafezinho, e já acostumei a dispensar as bolachinhas... Me surpreendo com o fato de que não cobiço mais o Charge e o Prestígio, meus passaportes para perdição no passado, sem falar no Lollo e no Sonho de valsa, este que meu me pai dava pacotes de 1k nos meus aniversários kk =ss.. hoje é uma outra Bruna,

bem vinda, 

eu aceito. ..


29 de março de 2015 - "pão sem queijo" de batata doce

17 de maio de 2015 - omelete de grão de bico com legumes




29 de julho de 2015 - torta quiche de tofú, com massa de farinha de grão de bico


segunda-feira, 10 de agosto de 2015

pesar é um sentir

casa dos 80



Bem magra, não muito. Bem mais peso, bem mais, ou não muito. Houve tempo que pensei “pelo menos não tenho 100k”, em outro experimentei 104. Já passei pela experiência contínua de emagrecimento a ponto de não ser reconhecida! É muito impactante para mais ou para menos quando se observa isso na feição das pessoas. Não se parecer por fora com a ideia de pessoa que se tem por dentro.

A leveza e o peso de absolutamente não estar como gostaria de ser no momento, ou em qualquer outro. Não se aceitar, não se gostar, não conhecer as pontas soltas que prejudicam o equilíbrio e a constância. Inconformada, mas nutrir medo a cada recomeço. Sentimento de que foi longe demais, sem forças para voltar a pé, sozinha, apesar de já ter feito e refeito o trajeto tantas vezes.

Possuir roupas que compreendem  EG + G + roupas aleatórias afetivas do passado, as quais esperam o retorno do momento de paridade. Já saber o seu peso ou não peso pelas roupas que entram ou não. Voltar ao passado pelas roupas que retornam ao uso em função das transformações de seu corpo, no momento. Desfazer-se de roupas largas e se arrepender. Desfazer-se de roupas apertadas e se arrepender. Ser determinada emocionalmente pelo peso, pelo corpo e pela cobrança do vir a ser.

Qual o recado, o que fica, o que é que está faltando entender e empreender definitivamente nessa busca por constância e equilíbrio? E quem é que gosta de tratar de um assunto como este mesmo? Extremamente recorrente, repleto de palpites, cheio de clichês...

Minha historia de vida perpassa, é determinada em graus diferentes, por esse tipo de insatisfação.  Toda angústia, frustração, tristeza, introspecção, autopunição, sabotagens que acompanham cada uma das fazes. É bom avisar, esse post não é um relato de superação, é sem dicas infalíveis,... é apenas uma faceta, um lado podre, ou melhor, um lado bem doce de mim =]..

Vou me abster nesse momento de minha trajetória de opções do presente, da qualidade da alimentação e as implicações éticas que me influenciam hoje e que também revolucionaram minhas escolhas, meu paladar e minha forma de me relacionar com o consumo.

Deixo o recorte relacionado a essas imagens da coleção de balanças [entre  2005 e 2006] época em que elas representavam a proximidade ou distância, a resposta e a solução de algo muito ideal que nunca chegava, e que se por algum momento se sobrepôs, foi para mostrar o buraco negro de sua ausência, se é que isso é possível. Naquela época descia várias vezes a casa 80-70. Uns anos depois  95-85.  =ss..

Contudo, hoje em dia houve um desvio de interesse. A alimentação pode não ser um escape e/ou uma função promotora de desgraça, solução repentina de problemas... Ela pode ser NADA, além dela mesma, e um mundo novo assim.